segunda-feira, 12 de março de 2012

Lágrima a Vinho


Mais do que nunca,
Bebo hoje buscando toda a maldição,
E embriagues que o vinho pode me proporcionar(...),

O que hoje perdi,
Nem o próprio coma,
Conseguirá enganar.

Ao antigo companheiro,
Que encontro dentro deste cálice,
Misturo toda a tristeza que já se abateu,
Em um único homem.

E bebo(...),
Mesmo querendo expelir,
Toda essa dor.

Das coisas que ficaram,
É a falta do que não tive,
Cá em vida, junto á este cálice,
Que me torna o mais cruel inimigo,

“Redundantemente” :

“de mim mesmo”.

Nem o mais temível absinto,
Poderá cicatrizar,
A ferida que hoje se faz presente,
Roubando toda a idéia de futuro,
Que neste passado de hoje,
Me fez abrir o peito.

Ao tilintar solitário,
Peço desesperadamente,
Á quem se abriga dentro do cálice:

Consome quem tanto,
Te pediu para aquecer o coração,
Pois nem cheguei a tê-la ,
Caro vinho(...),
E nem mesmo,
A culpa de tê-la perdido,
Tenho para me punir.

Eis o pior dos castigos.

(orginalmente escrito em 2007)

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