segunda-feira, 28 de maio de 2012

Natureza Justa



Sóbrio
E calado!
Maior absurdo e pecado
Não poderia acontecer
Eis-me aqui
Num exilado padecer

Olhos calejados
E mãos que hoje se arrastam
Deixando um rastro
Uma história na areia
Que o tempo
trará o vento que irá apagar
A vida nestes areais

Sou como as ondas que na praia quebram
Jovem Prematura e curtida..
Sou como o vapor
De vida breve
E o que sobra
É a sólida consciência
Da balança justa da  vida.

T.H².S




Por estas esquinas..


Nas esquinas
Jazem os sinceros sorrisos
E os amigos
Morreram na santa comodidade do dia de domingo!

Estou sozinho
Caminhando nú pela cidade
despido de tudo
do que já foi vaidade

Dos cacos que orgulhosamente possuia
Foram triturados
E me tornei novamente pó
Mas me ergui das margens da cerragem
E achei junto ao chão
O molde da humildade

E Coragem!
Para aceitar aquilo que me dão
Só de sacanagem!

Mas amanhã é outro amanhecer
E nova farta mesa
Irei comer
E o gosto que amargo foi
Suave doce me pertencerá

O que poderá se dizer
Da tristeza colhida
É que foi convertida em aprendizado
De constante peregrinação
De quem se recusou
Morrer de boca fechada
Por estas esquinas...

T.H².S