quarta-feira, 21 de março de 2012

Abstinência




É sábio dos que me oferecem um copo de álcool que não bebo, porém um gole de vinho aquece o coração do homem. É  cretinice beber sem gosto, do que se mata no copo,  bebo da saudade que mata o corpo que o vinho deixou de aquecer. Misturado e batido estão meus olhos que já foram claros, escureceram não de vazio, mas de cheio que está o peito das coisas que não posso fazer – e não é por deixar de querer. É porque deixei a loucura sadia pendurada nesta conta e estou pagando o preço que a sanidade cobra, e pela falta que você me faz, fiquei na redundância de mim mesmo..dando voltas nas lembranças que não posso tocar, mas emaranhados estavam em mim os fios claros de seus cabelos, e trocaria fácil o sabor das uvas para me embeber de seu hálito hoje..mais uma vez. Do gosto da sua companhia, sinto falta ...é o que faz converter toda dose bem colocada das coisas que não quero absover,. Peço para quem me serve a vida, que não venha a me abster mais do que já estou, de você.

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